Definição de Síndrome Metabólica

Todas as propostas de critérios diagnósticos para a síndrome metabólica (SM) levam em consideração a obesidade abdominal. Diversas diretrizes para definir SM foram propostas ao longo dos anos, como a da OMS (Organização Mundial de Saúde), da IDF (International Diabetes Federation), da NCEP ATPIII (National Cholesterol Education Program), que são as mais empregadas, conforme tabela 1.

 

 

*Componente obrigatório para OMS associado a 2 critérios; **Triglicérides e HDL constituem um critério para OMS; ***Compontente obrigatório para o IDF, associado a outros 2 critérios; ****Presença de 3 ou mais dos critérios citados.


A última classificação proposta foi a da IDF e tornou-se rapidamente uma das mais utilizadas por aplicar o conceito de que a presença da gordura visceral é o fator essencial e determinante de todos os outros componentes da SM. A obesidade central, facilmente mensurada pela medida da circunferência da cintura utilizando-se diretrizes por gênero e grupo étnico, deve estar acompanhada por, pelo menos, dois outros fatores para definição de SM.

 

O consenso do IDF destaca outros parâmetros que parecem estar relacionados à SM, mas ainda precisam ser estudados como os descritos na tabela 2.

 

 

 

O objetivo do tratamento é a redução do risco de doenças cardiovasculares e diabetes mellitus tipo 2.


O paciente deve ser submetido à completa avaliação do risco cardiovascular (incluindo tabagismo), associada à intervenção clínica:

 

  • Moderada restrição calórica (para perda de 5-10% do peso corporal no primeiro ano).
  • Moderado aumento da atividade física.
  • Mudança na composição da dieta.


Como intervenção secundária, quando as mudanças de estilo de vida não são suficientes, em indivíduos que possuem alto risco de doença cardiovascular, a terapia com drogas pode ser necessária para tratar a síndrome metabólica. Como não são conhecidos agentes que possam tratar a síndrome metabólica como um todo, é recomendado tratar os seus componentes separadamente:

 

  • Diminuir o triglicérides, bem como ApoB e colesterol não-HDL; aumentar HDL e reduzir LDL.
  • Controlar a pressão arterial.
  • Reduzir a resistência insulínica.

 

Referência
1. International Diabetes Federation. The IDF consensus worldwide definition of metabolic syndrome. Disponível em https://www.idf.org/webdata/docs/IDF_Meta_def_final.pdf. Última consulta 13/07/2015.